domingo, 15 de dezembro de 2013

MACRO: RESULTADOS FINAIS DE 2013/2 - TURMAS A e B - ADMINISTRAÇÃO


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ
INSTITUTO DE ECONOMIA – IE
Macroeconomia – Prof. Érico Lins Leite 
Graduação em Administração – Turma A – 2º Semestre de 2013

       ALUNO
1ª Prova
2ª Prova
Final
MÉDIA
Fal-
tas
SIT.
1.       ANA CAROLINA F. DE MOURA
2,5+2,0=4,5
1,5
2,0
2,5
2
REP.
2.       ANA LUISA C. S. NOGUEIRA
4,5
3,02ªchamada
6,3
5,0
14
Ap.
3.       ANDREZA DA SILVA ROCHA
2,0
Faltou
---
1,0
24
REP.
4.       ANTONIA DE SOUZA MARIA
1,5+2,0=3,5
4,5
6,0
5,0
8
Ap.
5.       BRUNA BARCELLOS DA PONTE
3,0
1,5
---
2,3
16
REP.
6.       BRUNO DE MENEZES SAMPAIO
4,5
7,5
---
6,0
6
Ap.
7.       CAMILA SILVA DE CASTRO
Faltou
Faltou
---
Zero
50
REP.
8.       CESAR FELIPE PENA GALINDO
3,0
Faltou
---
1,5
22
REP.
9.       CLAUDIA BARBOSA GOIS
1,5
1,5
---
1,5
12
REP.
10.     DAYANE C. OLIVEIRA SILVA
3,5
Faltou
---
1,8
30
REP.
11.     DIEGO CAAMANO RIAL
2,0
4,0
2,0
2,5
12
REP.
12.     DIOGO FRAZAO DE SOUZA
Faltou
Faltou
---
Zero
20
REP.
13.     FELIPE DE LACERDA E SILVA
4,0
3,0
7,5
5,5
10
Ap.
14.     GABRIEL L.MOREIRA
2,5 2ªchamada
4,5
8,0
5,8
15
Ap.
15.     GISELE BELTRAO B. VINCLER
Faltou
Faltou
---
Zero
50
REP.
16.     ISADORA MOLLER NESI
2,0
Faltou
---
1,0
22
REP.
17.     JANAINA BARRETO DO VALLE
2,5
1,5
---
2,0
18
REP.
18.     JÉSSICA ANSELMO L. CABRAL
2,0
2,0
---
2,0
14
REP.
19.     JOSE AUGUSTO M.MORAES
1,5
2,5
---
2,0
6
REP.
20.     JULIANA ALMEIDA DE ARAUJO
2,0+2,0=4,0
3,5
6,3
5,0
8
Ap.
21.     LETICIA LEAL ELIAS LAMBLET
2,0+2,0=4,0
5,0
5,5
5,0
0
Ap.
22.     LIVIA SANTOS LOPES
2,0
2,0
---
2,0
24
REP.
23.     LIVIAN ROCHA PAULA SILVA
4,5
5,5
7,0
6,0
8
Ap.
24.     LUCAS ALVES C. FERNANDES
1,5
Faltou
---
0,8
22
REP.
25.     LUCAS ANTUNES COELHO
Faltou
Faltou
---
Zero
50
REP.
26.     LUCAS F. ALVES ÇARÓ
0,5
Faltou
---
0,3
18
REP.
27.     MAÍRA SANTANA FORTUNATO
0,5
1,0
---
0,8
16
REP.
28.     MARCELLE FIORANI PIMENTEL
Faltou
Faltou
---
Zero
50
REP.
29.     MARCOS A. A. ANDRADE
2,0
2,5
---
2,3
10
REP.
30.     MARCOS VINICIUS C. DA SILVA
3,0
3,0
Faltou
1,5
10
REP.
31.     MATEUS M. SERRA ALVES
Faltou
Faltou
---
Zero
50
REP.
32.     MATHEUS PESSANHA QUEIROZ
1,5
1,5
---
1,5
4
REP.
33.     NATALIA AREZZO MEIRELES
3,5+2,0=5,5
3,5
5,5
5,0
6
Ap.
34.     NATALIA DO CARMO
5,0
9,0
---
7,0
2
Ap.
35.     PEDRO PECANHA C. DA SILVA
2,0
2,0
---
2,0
14
REP.
36.     PRISCILLA AZEVEDO LINS
4,5
3,5
8,5
6,3
4
Ap.
37.     RAPHAEL WERNECK SILVA
Faltou
Faltou
---
Zero
50
REP.
38.     RHAYANE G. M. CARNEIRO
5,0
7,0
---
6,0
8
Ap.
39.     RODRIGO CARVALHO GOMES
5,5
7,5
---
6,5
4
Ap.
40.     SUSANE DA SILVA BURGOS
2,0
Faltou
---
1,0
18
REP.
41.     VINICIUS BRAGA S. DA SILVA
3,5
4,5
6,0
5,0
15
Ap.
42.     WENDEL LEMOS MENDONCA
1,5
1,52ªchamada
---
1,5
6
REP.
43.     WILLIAM A. F. MACHADO
Faltou
2,5
---
1,3
8
REP.
44.     WINNY FERREIRA FERNANDES
1,0
1,0
---
1,0
6
REP.
 
ABAIXO CONSTAM OS ALUNOS DA TURMA COM
SITUAÇÃO DE INSCRIÇÃO IRREGULAR

45.     CARLOS F..CARVALHO Insc.Tranc.
---
---
---
---
---
---
46.     CARLOS H.SILVA JUNIOR  Insc.Tr.
---
---
---
---
---
---
47.     GABRIELA S.CUCONATO Disc. Curs
---
---
---
---
---
---
48.     JAQUELINE A. TESCH Insc.Trancada
---
---
---
---
---
---
49.     LARISSA P.FERNANDES Insc.Tranc.
---
---
---
---
---
---
50.     LAURA S.MACEDO     Insc.Trancada
1,0
---
---
---
22
---
51.     MARIANA N.CRUZ ASSIS Insc.Tranc
4,0
3,0
---
---
18
---
52.     NATALIA  O. VIEIRA  Insc.Trancada
---
---
---
---
---
---
53.     PEDRO A.F. BATISTA Insc.Trancada
---
---
---
---
---
---
54.     PEDRO IVO C.A.SALVADOR Disc.C.
---
---
---
---
---
---



UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ
INSTITUTO DE ECONOMIA – IE
Macroeconomia – Prof. Érico Lins Leite 
Graduação em Administração – Turma B – 2º Semestre de 2013
 
ALUNO
1ª Prova
2ª Prova
Final
MÉDIA
Fal-
tas
SIT.
1.       AMANDA S. DA COSTA PINTO
1,5
0,5
---
1,0
 8
REP.
2.       ANA KARENINA F. SILVA
4,5
7,5
---
6,0
2
Ap.
3.       ANDRE RIBEIRO DE SOUZA
Faltou
Faltou
---
zero
50
REP.
4.       BARBARA ESPINOLA MARTINS
3,0
2,0
---
2,5
10
REP.
5.       BARBARA M. SARAIVA CRUZ
3,0
6,0
6,5
5,5
2
Ap.
6.       BRUNO FARIAS TEIXEIRA
4,0
6,0
5,5
5,3
6
Ap.
7.       BRUNO PORTO DOS SANTOS
1,0
Faltou
---
0,5
10
REP.
8.       CARMEN M. T.C. FERNANDES
2,0
4,5
6,8
5,0
15
Ap.
9.       DEBORA DA CRUZ NEVES
2,0
4,0
4,0
3,5
6
REP.
10.     DEBORAH PLATEN P. MACHADO
3,5+2,0=5,5
3,5
5,5
5,0
0
Ap.
11.     DIEGO CARDOZO
2,5
Faltou
---
1,3
24
REP.
12.     EDUARDO FAURI SUSIN
2,0
Faltou
---
1,0
24
REP.
13.     ELISEU H. S.SOARES
Faltou
Faltou
---
zero
50
REP.
14.     GUILHERME A. G. PULQUERIO
6,0
7,0
---
6,5
4
Ap.
15.     GUILHERME BARROS LACERDA
3,5
7,5
7,5
6,5
15
Ap.
16.     GUSTAVO SILVA NUNES
4,5
6,0
6,5
5,9
8
Ap.
17.     HÉLIO B. DE AZEVEDO VIANNA
1,0
3,0
---
2,0
10
REP.
18.     IGOR FAGUNDES BLANCO LOPES
1,0
5,0
7,0
5,0
0
Ap.
19.     JARBAS FREDERICO GOMES
3,0
Faltou
---
1,5
24
REP.
20.     JULIANA MONTEIRO MENDES
4,0
2,5
4,5
3,9
12
REP.
21.     JULIO CESAR R. MEIRELLES
1,0
5,0
7,0
5,0
8
Ap.
22.     LUIS HENRIQUE T. DA SILVA
5,0
7,0
---
6,0
0
Ap.
23.     LUISA DE S. DE ALBUQUERQUE
0,5
Faltou
---
0,3
28
REP.
24.     LUIZ FELIPE BEGARI MARROIG
0,5+2,0=2,5
3,5
4,5
3,8
0
REP.
25.     LUIZ FERNANDO M. DE PESSOA
2,0
0,5
---
1,3
10
REP.
26.     LUIZA CUNHA MUNER
4,0
4,5
5,8
5,0
2
Ap.
27.     MARCO AURELIO RUSSO ALVES
2,0
4,0
Faltou
1,5
10
REP.
28.     MARCOS VINICIUS O.FERREIRA
4,5
4,5
5,5
5,0
12
Ap.
29.     MARIA LUISA ZARUR GUARISA
4,5
7,5
---
6,0
2
Ap.
30.     MATHEUS NUNES F. RIBEIRO
3,5
Faltou
---
1,8
24
REP.
31.     MAXWELL J. DIAS BEZERRA
Faltou
Faltou
---
zero
18
REP.
32.     PATRICK GOULART P. GUEDES
4,0
5,0
8,0
6,3
2
Ap.
33.     PEDRO H. L. NASCIMENTO
5,5
4,5
9,5
7,3
15
Ap.
34.     PEDRO MAGDALENO FERREIRA
6,5+3,0=9,5
5,0
---
7,3
0
Ap.
35.     PRISCILLA M.M SOUZA SERAFIM
Faltou
Faltou
---
zero
44
REP.
36.     RENAN MEDEIROS S. SANTOS
1,5
Faltou
---
0,8
22
REP.
37.     ROBERTA CRISTINA SILVA CRUZ
Faltou
Faltou
---
zero
50
REP.
38.     THAMARA S.CORREA V.MORAES
3,5
5,5
6,0
5,3
6
Ap.
39.     THAMYRES MOREIRA SOARES
Faltou
Faltou
---
zero
50
REP.
40.     THATIANA C. MECHOULLAM
2,5
7,0
5,5
5,1
2
Ap.
41.     THAYANE SILVA NEVES
4,0
2,0
4,0
3,5
10
REP.
42.     VICTOR G. ARGOLLO DA COSTA
3,5
2,5
Faltou
1,5
16
REP.
43.     VICTOR HUGO CORREA BASTOS
2,0
2,0
---
2,0
8
REP.

ABAIXO CONSTAM OS ALUNOS DA TURMA COM
SITUAÇÃO DE INSCRIÇÃO IRREGULAR

44. ALEX DE BRITO LOPES Insc.Tranc.
---
---
---
---
---
---
45.     ANA LUISA DE A.ABREU Disc.Curs.
---
---
---
---
---
---
46.     JEAN A. B.NOGUEIRA Matr.Tranc.
---
---
---
---
---
---
47.     MARIA LUCIA P.NEVES Ins.Tranc.
---
---
---
---
---
---
48.     MARIANA M.BRASILEIRO Insc.Tr.
---
---
---
---
---
---
49.     PEDRO B.ALVES MOREIRA Insc.Tr.
---
---
---
---
---
---
50.     RAFAEL DE C.E SILVA Insc.Tranc.
1,5
---
---
---
28
---
51.     RAFAEL H. SANTOS Matr.Cancelada
---
---
---
---
---
---
52.     VANDERLEIA P. J. SOUSA Insc.Tranc. 112116622
---
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---
---
---
---
53.     VANDERLEIA P. J. SOUSA Matr. Cancelada 112016539
---
---
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---
---
---

sábado, 9 de novembro de 2013

DEMANDA POR MOEDA: Transação, Precaução e Especulação (nº 4)

Texto produzido pelo aluno Pedro Henrique Magdaleno Ferreira e apresentado em Seminário de MACROECONOMIA, na UFRJ, em 5 de novembro de 2013
·        Demanda por Moeda

o   A demanda por moeda nos mostra o quanto as pessoas estão dispostas a reter de moeda corrente na forma de liquidez plena, ou seja, sem qualquer tipo de rendimento (M1).

§  Porque reter moeda ao invés de aplicá-la de forma ter rendimentos?

·        Por que Demandar Moeda?

o   Motivos Clássicos

§  Transação: As famílias e empresas vão reter a moeda que julgam necessária para fazer pagamentos que vencem antes do recebimento de sua renda.

MDT = Quantidade Média de Moeda Retida (Demanda por Moeda por Transação)
Y = Renda Monetária
K = Coeficiente Marshalliano ou Coeficiente de Cambridge.
K = MDT/Y
Assumindo:
MDT = KTY
Y = Py, onde P é o nível geral de preços e y o produto real.
MDT = KTPy

·        Podemos então afirmar que tal demanda muda de acordo com variações na renda. Tendo em nota que quanto menor a renda, maior o gasto proporcional e vice versa.


§  Precaução: As famílias (e empresas) vão reter moeda também devido a incertezas (dai o nome precaução) em relação ao pagamento das suas contas ou recebimento de sua renda. De acordo com uma expectativa (que pode ter base numa constância de atrasos anteriores ou antecipação de um evento possível) as pessoas vão reter mais ou menos moeda, de acordo com sua renda.

De forma similar a MDT, a Demanda por Precaução MDP, depende do coeficiente Marshalliano e da Renda monetária, logo:
MDP = KPY = KPPy
Logo:     MDT+DP = KPy


o   Motivo Keynesiano

§  Especulação: Introduzida por Keynes, essa demanda envolve a possibilidade de as pessoas especularem com títulos, aplicações e etc. Um indivíduo, a fim de ganhar com possíveis oscilações nos mercados, vai manter certa quantia em espécie (M1).

MDE = Quantidade Média de Moeda Retida (Demanda por Moeda por Portfolio)
MDE = f(i)
i = Taxa de Juros do Mercado
Sendo: ∆MDE/∆i < 0

·        A Demanda por Especulação vai ser inversamente proporcional às taxas de juros, espera-se que quanto maiores forem as taxas, menos moeda será retida (devido ao alto retorno dessa moeda ao ser aplicada).


o   Demanda Total por Moeda:

MD = MDT+DP+DE
 MD = KY + f(i)
Sendo: ∆MDE/∆i < 0

·        Teoria Quantitativa da Moeda (Visão Clássica)

o   Oferta de Moeda (MS = MO)

o   Demanda de Moeda (MD = KPy)

o   Equilíbrio (MS = MO = MD = KPy)

§  Temos que K também pode ser escrito como 1/V onde V é a velocidade-renda da moeda, o numero de giros, a velocidade de circulação da moeda. (É o inverso do coeficiente Marshalliano)

·        Se MO = (1/V) Py, pode-se dizer que MOV = Py

Logo, pode-se deduzir que V ao determinar a circulação da renda também é responsável por criar tal renda, uma vez que não é necessária uma oferta de moeda equivalente à renda nominal Py.


·        Equilíbrio do Lado Monetário (Visão Keynesiana)

o   Oferta de Moeda  MS = MO

o   Demanda de Moeda MD = KY + f(i)

o   Equilíbrio MS = MO = MD = KY + f(i) ,  Sendo: ∆MDE/∆i < 0

§  Temos apresentado de forma simples que na Visão Keynesiana há uma conexão clara entre a demanda por moeda e a taxa de juros no mercado. Diferenciando-se da Teoria Clássica, que considera a taxa de juros não relevante para o comportamento da MD

  

·        Relação Taxa de Juros x Demanda Por Moeda (Efeito Keynes)

o   A principal variável na Visão Keynesiana é a Taxa de Juros (i).

o   Quanto maior o i no mercado, menor será o estimulo ao investimento (através dos empréstimos bancários) e maior é o estimulo a aplicar a moeda no mercado financeiro.

§  Aqui vemos que I = f(i), de forma inversamente proporcional.

o   Temos então a combinação de Politicas Fiscais e Monetárias no Efeito Keynes, que mostra:

§  Quanto mais moeda, mais barato é para financiarmos investimentos, já que o excesso de moeda provoca uma queda na taxa de juros.

§  A demanda por investimentos cresce, refletindo-se no nível da renda.

·        Temos aqui um crescimento da Demanda Agregada.

§  Assumindo os possíveis cenários:

·        Pleno Emprego: O aumento da oferta de moeda vai gerar um aumento nos preços P enquanto o produto real y se mantém constante.

·        Desemprego: O aumento da oferta de moeda vai gerar um aumento no produto real y enquanto os preços P se mantêm constantes.


·        Armadilha da Liquidez

o   Possibilidade de Politicas Monetárias serem ineficazes para tirar uma economia de desemprego.
                       Têm-se uma depressão e uma taxa de juros baixa (baixa rentabilidade de aplicações), toda expansão monetária será retida a fins especulativos (afinal, não há muita rentabilidade em aplicar essa renda), pois os especuladores assumem que a taxa de juros está no limite mínimo, podendo apenas subir no futuro.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SEMINÁRIO INTERNACIONAL BRASIL-FRANÇA. OS BRICS: EMERGÊNCIA, PERENIDADE E TRAJETÓRIA NA CRISE

01 de Novembro de 2013
9 às 13 horas
Local: Salão Pedro Calmon - Campus da Praia Vermelha - Palácio Universitário, Av. Pasteur, 250.
O evento contará com tradução simultânea.
 
O Seminário pretende realizar debates entre professores do Instituto de Economia da UFRJ e os Professores e Pesquisadores da  Fondation Maison de Sciences de L´Homme et de l’Ecole de Hautes Etudes em Sciences Sociales sobre os seguintes temas:
  1. Desempenho macroeconômico e integração de fluxos de troca entre os BRICS e emergentes;
  2. Impactos Regionais e polarizações regionais na Ásia e América Latina;
  3. Questões regulatórias e alterações nas políticas econômicas, como resposta à crise econômica mundial;
  4. Os BRICS e as Relações Econômicas mundiais, em particular, o G20 e as negociações comerciais;
  5. Firmas Transnacionais e os BRICS.

 
Nota Preliminar de Orientação do Seminário
O processo de mundialização e regionalização da produção após o fim da Guerra Fria levou, de início, a uma relação entre os países centrais do sistema e os emergentes em uma lógica Norte-Sul impulsionada pelo Consenso de Washington. A partir do novo século, a aceleração da internacionalização da produção, onde a Ásia, particularmente, a China é a região (país) mais dinâmica, introduziu novas relações de interdependência entre os emergentes (Sul-Sul), que modificaram as relações de troca internacionais, aumentando o preço relativo da energia e das matérias-primas, devido à demanda chinesa e indiana, e a uma diminuição dos preços dos produtos manufaturados, induzidos pela competitividade tecnológica e salários relativamente baixos desses países. Os BRICS, antes de constituir-se como um grupo de discussão e ação dos emergentes, são produto dessa nova dinâmica. Há um novo processo, em curso, ainda pouco compreendido, em que o regime de crescimento é influenciado pela forte interação entre os países dotados de vantagens relativas em energia e matéria prima (Brasil, Rússia e África do Sul) e os países dotados de competitividade de custo em relação aos produtos manufaturados e certos serviços (China e Sub-continente Indiano). O objetivo desse seminário é discutir esse processo, considerando as transformações recentes na economia mundial.
 
Coordenador: Luiz Carlos Delorme Prado, Professor do Instituto de Economia da UFRJ
Apresentação dos pesquisadores do Seminário BRICs das FMSH/EHESS (Paris):
Guilhem Fabre , Professor (Université du Havre), pesquisador associado do CERCC-EHESS;
Julien Vercueil, Professor (INALCO), pesquisador associado do CEMI-EHESS;
Pierre Salama, Professor Emérito (Université Paris XIII);
Xavier Richet, Professor (Université Paris-Sorbonne).
Comentários: José Eduardo Cassiolato, Professor do Instituto de Economia da UFRJ

Organização: Instituto de Economia da UFRJ (Rio de Janeiro), Grupo de Pesquisas sobre o BRICS da Fondation Maison de Sciences de L'Homme (Paris) , Ecole de Hautes Etudes em Sciences Sociales (Paris), Seminário BRICs das FMSH/EHESS (Paris).
 
Apoio: Instituto de Economia da UFRJ, CORECON-RJ, Consulat Général de France à Rio de Janeiro, Fondation Maison de Sciences de L'Homme, Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales.


PARTICIPANTES
FRANCE
Guilhem Fabre , professeur à l’Université du Havre, associé au CERCC de l’EHESS,

Xavier Richet, professeur à l’Université Paris-Sorbonne,
Pierre Salama, professeur  émérite de l’Université Paris XIII,

Michel Schiray, directeur de recherche, Mondes Américains/CRBC, EHESS,co-responsables du séminaire BRICS de la Fondation Maison des Sciences de l’Homme et de l’Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, Paris,
Julien Vercueil, maître de conférences à l'INALCO – Russie,  associé au CEMI à l'EHESS.


BRESIL
Alexis Saludjian, professor do Instituto de Economia , UFRJ

Ana Celia Castro, professora do Instituto de Economia, UFRJ 
Carlos Frederico Leao Rocha, diretor e professor do Instituto de Economia, UFRJ

Carlos Aguiar de Medeiros, professor do Instituto de Economia da UFRJ
David Kupfer, professor do Instituto de Economia, UFRJ

Dalia Maimon, professora do Instituto de Economia, UFRJ
Eduardo Pinto, professor do Instituto de Economia da UFRJ

Érico Lins Leite, professor do Instituto de Economia da UFRJ

Francisco Eduardo Pires, assessor da Presidencia do BNDES

José Eduardo Cassiolato, professor do Instituto de Economia da UFRJ
Lansana Seydi, professor da Universidade Gama Filho

Lena Lavinas, professora do Instituto de Economia da UFRJ (a confirmar)
Luiz Carlos Delorme Prado, professor do Instituto de Economia da UFRJ

Mauricio Dias David, professor da UERJ
Nicholas Trobat, professor da UFRRJ

Paulo Wrobel, professor da PUC 
Paulo Tigre, professor do Instituto de Economia

Reinaldo Gonçalves, professor do Instituto de Economia da UFRJ
Ricardo Bielschowsky, professor do Instituto de Economia da UFRJ

Rogerio Sobreira, professor da Fundaçao Getulio Vargas

Samuel Pinheiro Guimaraes, embaixador do Itamaraty
Theotonio dos Santos, diretor da rede REGGEN da UNESCO sobre os BRICS

 
 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

75 ANOS DO ENSINO DE ECONOMIA NA UFRJ: passado, presente e futuro


Seminário dos 75 anos
Programação preliminar

Segunda 30/09
15:00 – 17:00 Teoria Econômica
17:30 – 18:00 Abertura
18:30 – 21:00 História da Casa

Terça 01/10
15:00 – 17:00 Perspectivas da Economia Brasileira: investimento, inovação e transformação estrutural
18:00 – 20:30 Perspectivas da Economia Brasileira: macroeconomia e desenvolvimento

Quarta 02/10
13:30 – 15:30 Perspectivas da Economia Brasileira: recursos naturais, energia e meio ambiente
16:00 – 18:00 Perspectivas da Economia Brasileira: emprego, distribuição de renda e desenvolvimento social
18:30 – 20:30 Encerramento: o ponto de vista dos alunos


75 anos do ensino de Economia na UFRJ: passado, presente e futuro 

           O Instituto de Economia da UFRJ foi criado em 1996 a partir da fusão entre o Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração (FEA) – responsável pelo ensino de graduação em Ciências Econômicas – e do Instituto de Economia Industrial (IEI) – responsável pela pós-graduação. Essa fusão consolidou a longa trajetória dessa instituição – iniciada com a criação da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas do Rio de Janeiro (FCEARJ) em 1938 – em sua busca pela constituição orgânica de um núcleo universitário para abrigar as atividades de ensino, pesquisa e extensão no campo da economia.

            A gênese do ensino de economia na UFRJ foi a FCEARJ criada pela Ordem dos Economistas do Rio de Janeiro e pela Sociedade Brasileira de Economia Política que reunia os principais economistas do Brasil, entre eles Eugênio Gudin, Octávio Gouvêa de Bulhões e Daniel Carvalho. Com o Decreto-Lei n.º 8815, de 24 de janeiro de 1946, a FCEARJ foi incorporada à Universidade do Brasil e passou a ser denominada de Faculdade Nacional de Ciências Econômicas (FNCE) até 1965, quando ocorre mais uma alteração em seu nome, passando a ser denominada de Faculdade de Economia e Administração (FEA) (Nivalde José de Castro. O Economista: a história da profissão no Brasil. Rio de Janeiro: CONFECON, 2001).

            Com a FNCE nasceu o primeiro curso de economia integrado a uma estrutura universitária no Brasil e o primeiro currículo-mínimo de economia formulado por membros destacados da FCEARJ que ficou em vigor até 1962. Nesse sentido, a história do Instituto de Economia da UFRJ confunde-se com a própria história do surgimento da profissão e do ensino de economia no Brasil.

            Setenta e cinco anos depois da criação da FCEARJ, o Instituto de Economia da UFRJ tornou-se um dos mais importantes centros brasileiros de excelência no ensino e pesquisa em economia, desempenhando importante papel (i) na formação de profissionais para instituições públicas e privadas do país e (ii) na produção de conhecimento teórico e aplicado, destacadamente em torno das questões (problemas e opções estratégicas) do desenvolvimento brasileiro.

            Essa excelência do Instituto de Economia da UFRJ foi alcançada por meio da postura plural e crítica de seu ensino de graduação e pós-graduação e de seus projetos de pesquisa. O compromisso do Instituto é apresentar e discutir, de forma aprofundada e crítica, os principais paradigmas que constituem a teoria econômica moderna e suas fronteiras interdisciplinares, bem como seus instrumentos analíticos e suas capacidades em explicar a realidade, especialmente a brasileira.

Para comemorar os 75 anos do ensino de economia na UFRJ pretende-se realizar um seminário que tem como objetivo debater o passado e o presente dessa Instituição e de sua visão da economia e, sobretudo, apresentar uma análise plural e crítica a respeito da trajetória atual e futura da economia brasileira. Para tanto, o seminário apresentará três eixos reflexivos, a saber:

1) a trajetória histórica do ensino de economia na UFRJ que, inclusive, se confunde com a própria criação da profissão e do ensino da economia no Brasil;
2) a atual visão teórica do Instituto de Economia a respeito das grandes áreas econômicas (macroeconomia, economia industrial e da inovação e desenvolvimento socioeconômico);
3) as perspectivas para o desenvolvimento da economia brasileira num contexto internacional de crise (que será debatida por palestrantes internacionais) e de transformações na divisão internacional da produção e do trabalho. A economia brasileira será analisada a partir dos seguintes áreas: Recursos naturais e meio ambiente; Emprego, distribuição de renda e desenvolvimento social; Investimento, inovação e transformação estrutural; Inserção internacional da economia brasileira; Financiamento do processo de desenvolvimento; e Macroeconomia e desenvolvimento.

            Nesse sentido, o seminário de comemoração pela passagem dos 75 anos do ensino de economia na UFRJ visa possibilitar uma discussão ampla a respeito do atual estágio da discussão teórica em economia e, sobretudo, analisar as questões atuais (ameaças, oportunidades e opções estratégicas) do desenvolvimento da economia brasileira.

            O seminário tem como público alvo professores, pesquisadores de economia, alunos de pós-graduação e graduação em economia do Instituto de Economia da UFRJ e dos outros cursos de economia sediados no Rio de Janeiro.



sábado, 22 de junho de 2013

MOCIDADE INDEPENDENTE



Nelson Motta
O Globo - 21/06/2013

Discursando para um auditório lotado de politicos, empresários, lobistas e funcionários, a presidente Dilma advertiu que "esta mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público" e foi aplaudida entusiasticamente pelos presentes, como se ninguém ali tivesse nada a ver com isso.

A democracia representativa foi desmoralizada pelos políticos, que a usaram para representar apenas os seus próprios interesses e de seus partidos, e agora os jovens gritam nas ruas "o povo unido/sem sigla e sem partido", e são aplaudidos pela população. Para não ser vencido, o povo unido precisa estar representado no poder.

O governo e o Congresso não enfrentam uma urgente e fundamental reforma politica porque os politicos não querem se mostrar como são: incapazes de chegar a qualquer acordo no interesse do país - porque só sabem defender seus próprios interesses e de seus partidos, como uma corporação que se apossou do Estado e o usa em seu beneficio. Por isso os jovens gritam contra os privilégios dos políticos. E eles fingem que não é com eles.

Hoje as ruas gritam contra os gastos e roubalheiras da Copa do Mundo, que vai consumir bilhões de reais e o povo vai ver pela televisão, enquanto os velhos políticos e as novas elites da era Lula estarão lado a lado na tribuna dos privilegiados.

Contrastando com o Brasil Maravilha que o embriagador marketing oficial mostra na TV, pago com dinheiro público, o Brasil real está nas ruas.

As antigas militâncias apaixonadas, hoje amestradas e pagas, babam de inveja diante da TV, velhos partidos tentam pegar carona no movimento e são escorraçados. A maioria absoluta dos manifestantes despreza os atuais partidos - mas exige ser representada, ter voz e direitos respeitados. Novas formas de pressão e de expressão estão nas praças e no ar.

As cenas que vemos são uma representação dramática da insatisfação dos jovens com o futuro que os espera, se continuarmos representados pelo que o Brasil tem de pior, de saqueadores de verbas públicas a vândalos predadores.

No momento, quem me representa é meu neto de 17 anos.